Avaliação cuidadosa e acompanhamento do TDAH em crianças e adolescentes, com a família, a escola e a equipe que cuida do seu filho.
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A Dra. Mariana Fonseca, psiquiatra da infância e da adolescência no Rio de Janeiro, avalia e acompanha crianças e adolescentes com suspeita de TDAH no consultório do Jardim Botânico e online. O diagnóstico é clínico: reúne a história do desenvolvimento, a escuta da criança e dos pais, informações da escola e escalas padronizadas, sempre investigando o que mais pode explicar os sinais.
Essas dúvidas são comuns e não significam que seu filho tenha TDAH. Significam que vale uma conversa com calma, com quem vai olhar para a criança inteira, e não só para o comportamento que incomoda.
O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento. Ele afeta a capacidade de manter a atenção, de controlar a impulsividade e de regular o nível de atividade de acordo com a situação. Não é falta de educação, preguiça ou falta de limites, e também não é culpa dos pais.
Existem três formas de apresentação: a predominantemente desatenta, a predominantemente hiperativa e impulsiva, e a combinada. A forma desatenta é a mais silenciosa. Crianças que “viajam”, demoram a começar as tarefas e perdem coisas costumam ser levadas à avaliação mais tarde, justamente porque não incomodam a turma. Isso acontece com frequência em meninas.
Três critérios ajudam a separar o TDAH da agitação típica da idade. O primeiro é a intensidade: os sinais estão bem acima do que se vê em outras crianças da mesma idade. O segundo é a persistência: duram meses e não são reação a uma mudança recente, como a chegada de um irmão ou uma troca de escola. O terceiro, e mais importante, é o prejuízo: os sinais atrapalham o aprendizado, a convivência, a rotina em casa ou a autoestima. Além disso, o TDAH aparece em mais de um ambiente, e não só na escola ou só em casa.
O TDAH muda de aparência conforme a criança cresce. A tabela abaixo mostra como os sinais costumam aparecer em cada etapa. Ela serve para orientar a conversa com a médica, e não para fechar um diagnóstico em casa.
| Fase | O que costuma ser esperado | O que vale avaliar |
|---|---|---|
| Pré-escola | Muita energia, atenção curta, dificuldade de esperar a vez | Agitação muito acima da dos colegas, acidentes frequentes, dificuldade de participar de qualquer atividade dirigida, queixas repetidas da escola |
| Anos iniciais do ensino fundamental | Distrações eventuais, esquecimentos, cansaço no fim do dia | Atividades raramente terminadas, erros por desatenção em quase tudo, material sempre perdido, conflitos frequentes com colegas por impulsividade |
| Anos finais do fundamental | Mais autonomia, alguma desorganização | Queda de rendimento quando a exigência aumenta, dificuldade de planejar e de estudar sozinho, autoestima abalada |
| Adolescência | Oscilações de interesse e de humor | Inquietação interna, procrastinação que traz prejuízo, impulsividade em situações de risco, sensação de não render o que poderia |
A avaliação também considera que os sinais de TDAH podem ser parecidos com os de outras situações: ansiedade e depressão, sono insuficiente, dificuldades específicas de aprendizagem, alterações de audição ou de visão e momentos difíceis na família. Às vezes há mais de uma coisa ao mesmo tempo.
Não existe exame de sangue ou de imagem que confirme o TDAH. O diagnóstico é clínico e é construído com tempo. Na avaliação, a Dra. Mariana Fonseca:
A avaliação costuma levar mais de uma consulta. Ao final, a família recebe uma explicação clara do que foi observado e participa das decisões sobre o tratamento.
O TDAH tem tratamento, e o tratamento é construído para cada criança. Ele costuma combinar várias frentes:
As consultas de retorno acompanham a evolução na escola, em casa e nas relações, e ajustam o plano sempre que a fase da criança muda.
| O que levar | Por que ajuda |
|---|---|
| Boletins e relatórios da escola | Mostram como os sinais aparecem ao longo do tempo e fora de casa |
| Relatórios de outros profissionais | Evitam repetir avaliações já feitas e ajudam no diagnóstico diferencial |
| Caderneta da criança e exames anteriores | Trazem a história do desenvolvimento e da saúde |
| Anotações dos pais | Situações concretas do dia a dia são mais úteis do que impressões gerais |
A consulta acontece no consultório do Jardim Botânico ou por telepsiquiatria, de acordo com o que for mais indicado para cada caso. O atendimento é particular. Para combinar dia e horário, fale pelo WhatsApp ou veja a página de contato.
Os sinais podem aparecer cedo, mas na pré-escola é preciso muito cuidado para separar o TDAH da agitação esperada da idade. A avaliação pode começar sempre que os sinais trazem prejuízo, e o diagnóstico é feito com prudência, observando a evolução.
O TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento, e por isso se fala em tratamento e acompanhamento. Com o tratamento adequado, muitas crianças e adolescentes passam a lidar bem com as dificuldades na escola, em casa e nas relações. Os sinais também mudam de aparência com a idade.
Não. A medicação é uma das ferramentas possíveis e é indicada em alguns casos, depois da avaliação, junto com a família. A decisão leva em conta o prejuízo no dia a dia, a idade e as outras medidas do tratamento, e é sempre acompanhada e revisada.
Não. O diagnóstico é clínico. Ele reúne a história do desenvolvimento, a observação da criança, informações da escola e escalas padronizadas. Exames e outras avaliações podem ser pedidos para investigar outras causas.
Com a autorização da família, sim. As informações dos professores mostram como a criança funciona em sala, e o contato com a escola ajuda a alinhar o plano. Nada é compartilhado sem o consentimento dos pais.
Sim. Em meninas, a forma desatenta é mais comum, e por isso o diagnóstico costuma chegar mais tarde. Esquecimentos, desorganização e sensação de não render o que poderia merecem atenção, mesmo sem agitação.
Se você reconheceu seu filho em alguma parte desta página, o próximo passo é conversar. Veja também a página de autismo e TEA, as perguntas frequentes ou volte à página inicial.
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ConhecerInvestigação das causas clínicas por trás das dificuldades de aprendizagem e de rendimento escolar.
ConhecerAvaliação e manejo de mudanças de comportamento e da dificuldade de regular as emoções.
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